Cada Dia...
pacotinho de açúcar 13
Cada dia que passa não e o que se espera. Um cigarro abandonado nos dedos amarelados, o café fumegante, um rosto inerte, inexpressivo. Uma esplanada. A multidão que espera chegar a tempo, correndo ventoso pelas artérias entupidas da cidade cinzenta, sentado espero mas não alcanço: o que espera esta gente? Mais um dia passa. Igual a tantos outros.
António Pedro S. G. Castro (vencedor passatempo Sical)
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Cada dia que passa não e o que se espera. Um cigarro abandonado nos dedos amarelados, o café fumegante, um rosto inerte, inexpressivo. Uma esplanada. A multidão que espera chegar a tempo, correndo ventoso pelas artérias entupidas da cidade cinzenta, sentado espero mas não alcanço: o que espera esta gente? Mais um dia passa. Igual a tantos outros.
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